Segunda-feira, 5 de janeiro de 2026
Economia

Terceiro suspeito é preso e Polícia Civil se aproxima de concluir caso dos pastores mortos

Crime foi encomendado pela ex-nora das vítimas, inconformada com o fim do relacionamento

A Polícia Civil do Tocantins (PCTO), por meio da 57ª Delegacia de Pium, deflagrou na manhã desta quinta-feira (4) uma nova fase da Operação Viúva Negra, com o objetivo de capturar mais envolvidos no duplo homicídio do casal de pastores Francilene de Sousa Reis e Silva, 42 anos, e Dorvalino das Dores da Silva, 63 anos. O crime ocorreu em junho de 2025, no Assentamento Pericatu, em Pium.

Nesta etapa, a ação resultou no cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão contra um homem de 51 anos, morador do distrito de Luzimangues, suspeito de participação direta na execução dos homicídios. De acordo com a Polícia Civil, o investigado teria fornecido apoio logístico ao executor e conduzido a motocicleta usada para levá-lo até o local do crime. O veículo foi encontrado na garagem do suspeito no momento da prisão. As apurações também apontam que ele recebeu pagamento pelos serviços prestados.

Segundo as investigações, o crime foi planejado e encomendado por J.A.M., ex-nora das vítimas, que não aceitava o fim do relacionamento com o filho do casal. Inconformada, ela teria ameaçado o ex-marido e seus familiares e, em uma das mensagens enviadas, chegou a se passar por um policial militar utilizando um perfil falso identificado como “Sargento Ferreira”.

A Polícia Civil já havia efetuado a prisão da mandante e de seu atual namorado, apontado como executor dos assassinatos. O homem preso nesta quinta-feira já manteve relacionamento com uma parente próxima da autora intelectual do crime.

De acordo com a delegada Jeannie Daier de Andrade, responsável pelo caso, a prisão representa um avanço significativo na elucidação do duplo homicídio. “A atuação desse terceiro envolvido foi essencial para que o crime fosse consumado. Ele conhecia as rotas rurais, auxiliou na locomoção do executor e contribuiu diretamente para a prática dos homicídios”, afirmou.

O inquérito também revelou que a mandante viajou de Joinville (SC) ao Tocantins dias antes do crime, acompanhada do executor. Ela teria levado o namorado até o assentamento, apresentado a área e retornado a Santa Catarina, enquanto o homem permaneceu no Estado para cometer os assassinatos com o apoio do suspeito detido nesta fase da operação.

Após o cumprimento dos mandados, o preso foi encaminhado à Unidade Prisional de Paraíso do Tocantins, onde permanece à disposição da Justiça. Com a coleta de novos materiais durante a operação e a prisão do terceiro envolvido, a investigação se aproxima da conclusão.