Segunda-feira, 5 de janeiro de 2026
Política

Professores da rede municipal de Araguaína entram em estado de greve contra mudanças no Plano de Carreira

Categoria protesta contra projeto enviado pelo Executivo à Câmara; Prefeitura afirma que proposta mantém direitos e busca equilíbrio financeiro

Os profissionais da educação da rede municipal de Araguaína decidiram, nesta terça-feira (21), entrar em estado de greve em protesto contra o Projeto de Lei enviado pelo prefeito Wagner Rodrigues (União) à Câmara Municipal, que propõe alterações no Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) do Magistério.

A decisão foi tomada durante uma assembleia organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado do Tocantins (Sintet), regional Araguaína, que culminou na ocupação do plenário da Câmara Municipal pelos educadores.

 

“Retrocesso sem precedentes”, diz sindicato

 

De acordo com o Sintet, o projeto representa um “retrocesso sem precedentes” e ameaça conquistas históricas da categoria, como progressão funcional, valorização por tempo de serviço e reconhecimento do mérito profissional.

 

“Não se trata apenas de um plano de carreira. É o respeito à história da educação de Araguaína”, declarou a presidenta do Sintet, Rosy Franca, durante o ato.

 

O sindicato informou que a categoria permanecerá mobilizada e em estado de alerta permanente, acompanhando a tramitação do projeto na Câmara e convocando a sociedade a apoiar a defesa da valorização docente e da escola pública de qualidade.

 

Prefeitura afirma que proposta mantém direitos e equilíbrio fiscal

 

Em nota, a Prefeitura de Araguaína afirmou que está monitorando o impacto da paralisação em creches e escolas e que trabalha para garantir o funcionamento normal das unidades.

 

O Município ressaltou que o novo PCCR do Magistério mantém os direitos de progressão e outros benefícios, adequando-os à capacidade financeira do município.

 

“O projeto assegura os direitos dos professores e busca conciliar a valorização profissional com a responsabilidade fiscal”, informou a nota.

 

Hora-atividade e PCCR administrativo

 

Sobre a implementação do 1/3 da hora-atividade, reivindicação antiga dos professores, a prefeitura explicou que acolheu a demanda e propôs o início do novo regime em janeiro de 2026, para não prejudicar o calendário e as avaliações escolares deste ano.

 

Em relação ao PCCR dos servidores administrativos da Educação, o Município informou que o tema será contemplado dentro do Plano de Carreira do Quadro Geral, que será analisado após a aprovação do PCCR do Magistério.

 

Gestão defende investimentos e valorização docente

 

O Executivo destacou ainda que, nos últimos quatro anos, os investimentos na Educação foram os maiores da história da cidade, com a abertura e ampliação de escolas, novos materiais didáticos, climatização de todas as unidades e melhorias nas condições de ensino, inclusive na zona rural.

 

Segundo a nota, o salário dos professores municipais está entre os três maiores do Brasil, superando inclusive a média de instituições privadas.

 

“Araguaína segue investindo na qualidade da educação, com responsabilidade, valorizando os profissionais e garantindo uma rede moderna e equipada”, informou a gestão municipal.

 

A greve segue em estado de alerta, e o Sintet informou que novas assembleias serão convocadas nos próximos dias para definir os próximos passos do movimento.