A Prefeitura de Araguaína realizou nesta quinta-feira, 23, a terceira etapa do processo de classificação das famílias de baixa renda aptas a participar do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida – Faixa 1. O evento, que reuniu milhares de pessoas no Complexo Poliesportivo Pedro Quaresma, garantiu transparência à seleção e contou com a presença do prefeito Wagner Rodrigues, dos deputados federais Alexandre Guimarães e Carlos Gaguim, além de vereadores e representantes da Defensoria Pública, OAB e Caixa Econômica Federal.
Compromisso com a transparência
Durante a abertura, o prefeito Wagner Rodrigues reforçou o compromisso da gestão com a transparência e a responsabilidade social.
“Em tudo que temos feito trabalhando por Araguaína, o respeito com a população e o compromisso com a transparência têm sido prioridade. Aqui não há favorecimento. Só é contemplado aquele que realmente merece e precisa, conforme os critérios do Governo Federal e sob fiscalização do Município, Defensoria, Ministério Público, OAB e Caixa”, destacou o prefeito.
416 novas moradias
Os 416 apartamentos que estão sendo construídos integram os residenciais Martins Jorge e São Miguel, em uma área nobre da cidade, próxima ao centro. O investimento total é de cerca de R$ 60 milhões, obtidos por meio de parcerias políticas com a senadora Dorinha Seabra e os deputados Alexandre Guimarães e Carlos Gaguim.
A entrega dos imóveis está prevista para o primeiro semestre de 2026. Além dos titulares, 30% de suplentes foram definidos para substituição em caso de desclassificação.
O processo de seleção segue critérios de hierarquização, conforme a Lei Federal 14.620/2023, priorizando famílias em situação de vulnerabilidade social, beneficiárias do Bolsa Família e BPC, idosos e pessoas com deficiência.
Emoção e expectativa
A aposentada Antônia Ferreira, de 80 anos, foi a primeira anunciada da lista de classificados e se emocionou ao ver o sonho da casa própria mais próximo.
“Sou pioneira dessa cidade, cheguei aqui com 11 anos e sempre sonhei em ter minha casinha. Agora posso ver esse sonho se tornar realidade”, disse.
Já Weslany Machado, vendedora de 34 anos, comemorou o resultado:
“Tenho dois filhos e cuido do meu pai cadeirante. Essa casa vai mudar nossas vidas, vamos sair do aluguel e ter um lar de verdade.”
Após a seleção, todas as famílias passarão por visitas presenciais para comprovação das informações. A Caixa Econômica Federal fará a conferência final dos dados antes da assinatura dos contratos.
Acompanhamento e fiscalização
Todo o processo é acompanhado pela Secretaria Municipal da Habitação, Caixa Econômica Federal, OAB, Ministério Público, Defensoria Pública e Câmara de Vereadores, assegurando o cumprimento da legislação federal.
A lista completa dos classificados está disponível na edição nº 3.384 do Diário Oficial do Município, de 24 de outubro de 2025.
Mais moradias à vista
Mesmo sendo a cidade da região Norte com o maior número de casas populares proporcionais ao número de habitantes, mais de 6 mil pessoas aguardam o benefício. Durante o evento, Wagner Rodrigues anunciou novas etapas de construção.
“Com o apoio dos deputados Carlos Gaguim e Alexandre Guimarães, estamos garantindo recursos e tratativas junto ao Governo Federal para construir ainda mais casas. Nossa meta é ultrapassar mil moradias populares entregues até o fim deste mandato”, afirmou.
Etapas do processo
O programa segue cinco etapas principais:
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Cadastro habitacional – realizado entre 18 de março e 18 de abril, mediante agendamento;
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Elegibilidade – análise dos critérios legais e renda familiar;
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Hierarquização/seleção – classificação por pontuação e definição dos suplentes;
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Enquadramento nas regras – conferência pela Caixa Econômica Federal;
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Verificação documental – entrega e conferência final dos documentos.
Minha Casa, Minha Vida em Araguaína
Desde 2011, Araguaína já contabiliza 7.045 moradias populares entregues nas faixas 1 e 2 do programa federal. Os setores Vila Azul, Costa Esmeralda, Construindo Sonhos e Lago Azul nasceram a partir do programa.
Entre 2021 e 2022, 567 casas foram entregues no Parque do Lago e outras 314 já estão financiadas, consolidando Araguaína como referência nacional em políticas habitacionais.

