
O ano de 2026 começou com o bolso do araguainense ainda mais apertado. Além do aumento do IPTU, a Prefeitura de Araguaína também publicou um decreto que reajusta o valor da taxa de iluminação pública , cobrada mensalmente na conta de energia elétrica. A medida foi assinada pelo prefeito Wagner Rodrigues Barros e prevê cobranças que chegam a R$ 82,96 por mês para unidades comerciais e industriais, conforme a faixa de consumo.
O reajuste da Contribuição de Iluminação Pública (CIP) foi definido no Decreto nº 099/2025 , publicado na edição nº 3424 do Diário Oficial do Município, datada de 29 de dezembro de 2025 , a última do ano. O decreto fixa a atualização monetária da contribuição para o exercício fiscal de 2026 e aponta correção de 4,68% , com base no IPCA acumulado de novembro de 2024 a outubro de 2025.
Na prática, a decisão significa que a taxa de iluminação pública fica mais cara em 2026 e pesa diretamente na conta de energia, já que a cobrança aparece todos os meses na fatura.
Impacto é todo mês e pesa mais do que parece
Enquanto o IPTU é uma cobrança anual, a taxa de iluminação pública tem um efeito diferente: ela entra mensalmente e, ao longo do ano, vira um gasto constante. Para muitas famílias, o reajuste chega justamente num período em que janeiro costuma concentrar outras despesas, como material escolar, matrícula, contas acumuladas e custos típicos do início do ano.
A tabela publicada no decreto estabelece valores por classe e por faixa de consumo. No residencial, consumidores com consumo de até 50 kWh seguem isentos . A partir daí, os valores sobem conforme o uso.
Entre os principais exemplos:
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Residencial (51 a 100 kWh): R$ 8,29
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Residencial (201 a 250 kWh): R$ 31,10
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Residencial (acima de 500 kWh): R$ 41,48
Para comércio e indústria, os valores são mais altos:
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Comercial/Industrial (acima de 500 kWh): R$ 82,96 por mês
Já para o poder público:
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Acima de 500 kWh: R$ 145,22
Moradores reclamam: “pagando mais” e “escuro no bairro”
A publicação do reajuste reaqueceu críticas que já são frequentes nos bairros. Moradores relatam insatisfação com a demora na troca de lâmpadas queimadas , ruas com iluminação falhando e trechos que, segundo eles, passam dias ou até semanas sem manutenção.
Em mensagens encaminhadas à redação, parte da população afirma considerar o reajuste “injusto” diante das questões recorrentes sobre o serviço, argumentando que o aumento da cobrança deveria vir acompanhado de uma resposta mais rápida da Prefeitura na manutenção da iluminação em ruas e avenidas.
As reclamações aumentam principalmente em áreas com pontos de luz apagados, onde moradores associam o problema ao sentimento de insegurança e cobram melhorias efetivas em 2026.
Mesmo Diário trouxe aumento do IPTU
O reajuste da CIP foi publicado na mesma edição do Diário Oficial que também trouxe o Decreto nº 100/2025 , responsável por atualizar a Planta de Valores e definir o aumento do IPTU a ser cobrado em 2026, conforme reportagem já publicada pelo RepórterTO.
Com isso, o pacote de medidas faz com que o imposto entre duas pressões simultâneas:
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um tributo anual mais caro (IPTU)
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e uma cobrança mensal reajustada (CIP na conta de energia)
Prefeitura sustenta atualização pela inflação e cita lei fiscal
No texto do decreto, a Prefeitura afirma que a atualização segue as regras do município e cita que o IPCA é o índice oficial utilizado para correção monetária. O documento registra ainda que a atualização não deve ser confundida com majoração de tributo e menciona a Lei de Responsabilidade Fiscal ao tratar da obrigação de renúncia de receita por falta de atualização monetária.
Para que serve um CIP
A Contribuição de Iluminação Pública é destinada ao custeio do serviço de iluminação pública municipal, incluindo manutenção e demais ações previstas para o funcionamento da rede de iluminação.

