Segunda-feira, 5 de janeiro de 2026
Política

Prefeito Wagner Rodrigues explica mudanças no PCCR e garante que professores não terão perdas salariais

Com professores em estado de greve, Wagner Rodrigues defende novo PCCR e promete diálogo

 

O prefeito de Araguaína, Wagner Rodrigues (União), se manifestou nas redes sociais sobre as mudanças propostas no Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) do magistério municipal, atualmente em discussão na Câmara de Vereadores. Em vídeo divulgado nesta terça-feira (22), o gestor afirmou que a atualização do plano foi feita “de forma responsável” e que nenhum professor terá redução salarial ou perda de benefícios.

Segundo o prefeito, o objetivo do novo PCCR é garantir o equilíbrio financeiro do município e a sustentabilidade do Instituto de Previdência dos Servidores (IMPAR), que, segundo ele, corre risco de colapso caso o atual modelo seja mantido.

“Quem me conhece sabe: trabalhamos com a verdade, mesmo quando o assunto é complicado. O plano que existe hoje foi criado no passado sem pensar no impacto lá na frente. Se ele continuar assim, o Instituto de Previdência pode quebrar em, no máximo, cinco anos. A conta não fecha”, afirmou Wagner.

O gestor destacou que apenas os professores e fiscais possuem plano de carreira no município e que a proposta busca adequar o modelo atual à realidade financeira, sem retirar direitos dos servidores.

“Os professores continuam valorizados, com progressões e incentivos. E o município mantém o equilíbrio necessário para crescer”, declarou.

Ainda no vídeo, o prefeito defendeu que a medida permitirá avançar nos planos de carreira de outras categorias e abrir novos concursos públicos, com mais de 450 vagas previstas apenas para a Educação.

“Tudo está sendo feito com transparência, do mesmo jeito que sempre conduzi as decisões da gestão. Você tem o direito de saber e de participar desse debate. Leia o projeto, tire dúvidas, fale com a gente”, completou.

Contexto

A fala do prefeito ocorre em meio à mobilização dos professores da rede municipal, que decidiram entrar em estado de greve nesta semana em protesto contra o projeto. A categoria, representada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Tocantins (Sintet), afirma que a proposta representa um retrocesso e ameaça conquistas históricas do magistério, como progressões e gratificações por titulação.

A Prefeitura de Araguaína, por sua vez, sustenta que o novo PCCR mantém os direitos dos profissionais e busca conciliar valorização docente e responsabilidade fiscal. A administração municipal também destacou que os investimentos na área da educação nos últimos quatro anos foram “os maiores da história da cidade”, com ampliação de escolas, climatização das unidades e melhoria nas condições de ensino.

“Essa cidade cresceu assim, com diálogo e confiança. E é assim que a gente vai continuar construindo o futuro de Araguaína”, concluiu o prefeito Wagner Rodrigues.