Sexta-feira, 9 de janeiro de 2026
Policial

Polícia Civil cumpre mandado de busca contra mulher investigada por extorsões após encontros íntimos em Palmas

Ameaças envolveriam suposta gravidez e exigências de dinheiro para não expor vítimas

Polícia Civil cumpre mandado de busca contra mulher investigada por extorsões após encontros íntimos em Palmas
Polícia Civil cumpre mandado de busca contra mulher investigada por extorsões após encontros íntimos em Palmas

A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 1ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DEIC ? Palmas), cumpriu na manhã desta quarta-feira, 3, um mandado de busca e apreensão na residência de uma mulher de 20 anos, investigada por suposta prática de extorsões após encontros previamente combinados em redes sociais. A ação faz parte da operação Renorcrim, iniciativa nacional do Ministério da Justiça voltada ao enfrentamento de organizações criminosas.

Segundo a investigação, a mulher conheceu a vítima por meio de uma rede social e marcou um encontro. A partir de setembro deste ano, ela teria passado a exigir dinheiro para não expor o encontro à família e ao local de trabalho da vítima. Em uma das situações, ele chegou a transferir R$ 3.500,00 para evitar a divulgação, mas as exigências continuaram. As apurações indicam que a investigada utilizava vários números de telefone para manter as ameaças e pressionar tanto o homem quanto seus familiares.

A mesma mulher também figura como investigada em outro inquérito policial, com modus operandi semelhante, envolvendo uma segunda vítima que chegou a transferir mais de R$ 12 mil para impedir a divulgação de um relacionamento íntimo. A repetição dos fatos motivou a adoção de medidas cautelares para coleta de provas e para evitar novas ocorrências.

As ameaças teriam incluído alegações falsas, como suposta gravidez decorrente do encontro, exigências de valores adicionais para procedimentos médicos e mensagens enviadas a familiares das vítimas.

A Justiça autorizou o mandado de busca com base na gravidade das ameaças e no risco de continuidade dos crimes. Durante o cumprimento, a Polícia Civil apreendeu dois aparelhos celulares, que agora passam a integrar o inquérito. Embora a prisão preventiva não tenha sido autorizada, foram impostas medidas cautelares, entre elas a proibição de contato com a vítima e seus familiares, além da restrição de acesso ao local de trabalho da vítima.

O delegado-chefe da 1ª DEIC, Wanderson Queiroz, afirmou que as investigações reuniram elementos que apontam a forma de atuação da investigada. ?As informações levantadas ao longo da investigação mostram que a autora utilizava a intimidade como instrumento de pressão, impondo medo e constrangimento para obter vantagem financeira. A reiteração das ameaças, o uso de diferentes números de telefone e o impacto emocional causado às vítimas evidenciam a gravidade da conduta?, destacou.

Após os procedimentos legais, a mulher foi intimada a prestar esclarecimentos. A operação Renorcrim integra uma estratégia nacional que fortalece a cooperação entre União e estados e o compartilhamento de informações para combater práticas criminosas.