A Polícia Civil do Tocantins realizou, na manhã desta terça-feira (10), uma operação que resultou no cumprimento de mandado de busca e apreensão em um imóvel identificado como ponto de venda de drogas em Paraíso do Tocantins. O local ficava em uma avenida de grande circulação, a menos de 200 metros de unidades escolares, uma creche municipal e do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).
A ação foi conduzida pela 6ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (6ª DEIC/Paraíso), após monitoramento prévio que apontou intensa movimentação de usuários, negociações rápidas na porta da residência e funcionamento contínuo do ponto de venda, supostamente operado pelos moradores do imóvel.
Com base nas evidências reunidas, a Polícia Civil solicitou ao Poder Judiciário a expedição de mandado de busca domiciliar, que foi autorizado e cumprido no início da manhã.
Durante as buscas, os agentes apreenderam mais de 60 pedras e porções de crack prontas para comercialização, uma porção de maconha, embalagens plásticas, uma balança de precisão, além de mais de R$ 600 em espécie. Todo o material apreendido é compatível com o fracionamento e a venda de entorpecentes.
Duas mulheres, de 36 e 24 anos — esta última gestante e apontada como integrante de uma facção criminosa — foram presas em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e corrupção de menores. Um adolescente de 17 anos, parente das suspeitas, também foi autuado por ato infracional equiparado ao tráfico e à associação criminosa.
Mesmo durante a presença da Polícia Civil no imóvel, vários usuários chegaram ao local em busca de crack. Eles foram ouvidos e confirmaram que estavam ali para adquirir a droga, reforçando o intenso fluxo registrado nas investigações.
Após os procedimentos legais, as duas mulheres foram encaminhadas ao sistema prisional do Tocantins. O adolescente foi entregue a um responsável da família. Todos permanecem à disposição do Poder Judiciário.
O delegado Antônio Onofre Oliveira da Silva Filho, chefe da 6ª DEIC e responsável pela operação, afirmou que a ação interrompeu a atuação do grupo em uma área central da cidade.
Segundo ele, a proximidade com escolas e equipamentos públicos de assistência social reforçou a necessidade de intervenção.

