A Justiça do Tocantins condenou, na última quinta-feira (11), 11 integrantes de uma organização criminosa investigada no âmbito da Operação Dominação Miracity. A ação é resultado de investigações conduzidas pela Polícia Civil do Tocantins, por meio da 68ª Delegacia de Polícia de Miracema, e apurou a atuação do grupo em crimes de tráfico de drogas e homicídios registrados ao longo de 2023 no município.
De acordo com a decisão judicial, os réus receberam penas que variam de nove a 14 anos de reclusão, todas a serem cumpridas em regime inicial fechado. As condenações referem-se aos crimes de organização criminosa e tráfico de drogas, conforme previsto na legislação penal.
Esta não é a primeira sentença relacionada à operação. Em março deste ano, outros quatro integrantes da mesma facção já haviam sido condenados, após a Justiça reconhecer a existência de uma estrutura organizada voltada à prática de crimes violentos, incluindo o planejamento de homicídios, disputa por territórios e o armazenamento de armas e entorpecentes. Somadas, as penas impostas aos 15 condenados ultrapassam 150 anos de prisão, todas em regime fechado.
As decisões alcançaram investigados que exerciam funções estratégicas dentro da organização, como comando de setores do tráfico, repasse de drogas, distribuição de armamentos e determinação de ações violentas contra grupos rivais atuantes na região.
As investigações tiveram início em março de 2023 e revelaram uma estrutura hierárquica bem definida, com divisão de tarefas entre os integrantes. Conforme apurado, a facção mantinha pontos de venda de entorpecentes, organizava a logística de distribuição de drogas e ordenava execuções relacionadas à disputa pelo controle do tráfico em Miracema.
O delegado Clecyws Antonio de Castro Alves, titular da 68ª Delegacia de Polícia de Miracema, destacou que as condenações representam o desfecho de um trabalho investigativo consistente. Segundo ele, as diligências permitiram identificar os principais responsáveis por crimes violentos e pela movimentação do tráfico de drogas no município, atingindo diretamente a estrutura da organização criminosa.
Com o encerramento do inquérito, os condenados permanecem recolhidos em unidade prisional, e o processo segue no Poder Judiciário para o cumprimento das determinações legais.

