A construção da nova ponte que liga os estados do Tocantins e do Maranhão está em fase final e já alcançou 95% de execução. A previsão é que a obra seja concluída e liberada para o tráfego até o fim do mês de dezembro.
A informação foi divulgada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) na sexta-feira (12). A nova estrutura foi projetada para substituir a Ponte Juscelino Kubitscheck, que desabou em 22 de dezembro de 2024, causando a morte de 14 pessoas, deixando três desaparecidas e uma ferida.
De acordo com o DNIT, cerca de 500 trabalhadores atuam de forma contínua, em turnos diurnos e noturnos, para garantir o cumprimento do cronograma estabelecido para a liberação da via. O investimento total na obra é de R$ 171,97 milhões, com recursos do governo federal.
A ponte sobre o Rio Tocantins possui 630 metros de extensão, 19 metros de largura e um vão livre de 154 metros. A estrutura contará com duas faixas de rolamento de 3,6 metros cada, dois acostamentos de três metros, barreiras de proteção do tipo New Jersey, dois passeios para pedestres e guarda-corpo em ambas as extremidades do tabuleiro.
Atualmente, os serviços estão concentrados na execução dos acessos, na protensão dos cabos laterais do balanço sucessivo, no asfaltamento da pista e na instalação das barreiras de proteção e do guarda-corpo. Nos próximos dias, estão previstas a aplicação das juntas de dilatação, a conclusão dos encontros nas duas margens, a execução das calçadas nos acessos e a laje de transição no lado tocantinense.
A etapa final da obra inclui a implantação da sinalização vertical e horizontal, além do sistema de segurança viária necessário para a liberação do tráfego.
Relembre o colapso
A antiga Ponte Juscelino Kubitscheck desabou por volta das 14h50 do dia 22 de dezembro de 2024. Com o colapso, três motocicletas, um carro, duas caminhonetes e quatro caminhões caíram no Rio Tocantins. Dois dos caminhões transportavam, juntos, 76 toneladas de ácido sulfúrico e outros 22 mil litros de defensivos agrícolas.
Em fevereiro deste ano, os remanescentes da estrutura antiga foram implodidos. Na sequência, tiveram início as obras da nova ponte, considerada estratégica para o transporte de pessoas e cargas entre os dois estados.

