Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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Ministério Público Eleitoral pede impugnação de pesquisa divulgada em Araguaína pelo instituto Gauss

Ministério Público Eleitoral pede impugnação de pesquisa divulgada em Araguaína pelo instituto Gauss
Ministério Público Eleitoral pede impugnação de pesquisa divulgada em Araguaína pelo instituto Gauss

O Ministério Público Eleitoral manifestou-se em relação à ação de impugnação do registro e divulgação da pesquisa eleitoral TO-02978/2024 para Prefeito de Araguaína. A ação, movida  pelo partido Republicanos, questiona a pesquisa contratada e realizada pela empresa M. Vieira da Silva Barros ? ME (Gauss), apontando inconsistências metodológicas e estatísticas.

Segundo a análise do Ministério Público, a pesquisa não cumpriu os requisitos legais estipulados pela Lei 9.504/97 e pela Resolução 23.600/2019 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Especificamente, foram encontradas divergências entre o plano amostral da pesquisa e os dados estatísticos oficiais. Por exemplo, a pesquisa indicava que 22% dos eleitores possuíam ensino fundamental, enquanto os dados oficiais do TSE apontavam para 37,64%. Além disso, houve discrepâncias na distribuição etária dos entrevistados e na divisão de subgrupos por renda per capita.

A defesa da empresa M. Vieira da Silva Barros argumentou que as margens de erro eram mínimas e que as discrepâncias eram justificáveis. Alegou ainda que os parâmetros de idade do TSE são orientativos, não obrigatórios. No entanto, o Ministério Público entendeu que as justificativas não foram suficientes para validar a pesquisa.

Em sua decisão, o Ministério Público Eleitoral apoiou a impugnação, destacando que as falhas na pesquisa colocam em dúvida sua credibilidade e comprometem a avaliação dos resultados. Por isso, solicitou o deferimento da impugnação, impedindo o registro e a divulgação dos dados da pesquisa questionada.

Essa manifestação reforça a importância da conformidade com os requisitos legais na condução de pesquisas eleitorais, essenciais para garantir a transparência e a confiança no processo democrático. A decisão agora aguarda a avaliação do Juiz eleitoral.

Outras duas pesquisas realizadas pelo mesmo instituto já foram impugnadas em Paraíso e Santa Maria, por apresentarem diversas irregularidades.