Sexta-feira, 2 de janeiro de 2026
Economia

Justiça condena homem por duplo homicídio e tentativa de feminicídio

Tribunal do Júri de Tocantinópolis reconhece qualificadoras e mantém prisão preventiva do acusado

O Tribunal do Júri de Tocantinópolis condenou Jackson Diego Cavalcante a 44 anos e 2 meses de reclusão pelos assassinatos de Valdoni Barbosa Ferreira e Maria Ferreira dos Santos, além da tentativa de feminicídio contra sua ex-companheira. Os crimes ocorreram em janeiro de 2013, no Povoado São Bento, em Santa Terezinha do Tocantins.

Motivação e dinâmica do crime

De acordo com a sentença, o ataque foi motivado pela não aceitação do término do relacionamento por parte do réu. As investigações apontam que Jackson já vinha ameaçando a ex-companheira e seus familiares antes do crime.

Armado, ele invadiu a residência onde a vítima vivia com os parentes e efetuou disparos contra todos os presentes. Valdoni e Maria morreram no local. A ex-companheira foi atingida nas pernas, sobrevivendo por circunstâncias consideradas alheias à intenção do agressor, segundo o processo.

Reconhecimento das qualificadoras

A acusação conduzida pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO) sustentou que Jackson agiu por motivo fútil e utilizou recurso que dificultou a defesa das vítimas. As qualificadoras foram acolhidas pelos jurados, reforçando a gravidade dos crimes.

Dosimetria da pena

A condenação foi dividida da seguinte forma:

  • 15 anos pelo homicídio qualificado de Valdoni Barbosa Ferreira

  • 17 anos e 6 meses pelo homicídio qualificado de Maria Ferreira dos Santos

  • 11 anos e 8 meses pela tentativa de homicídio qualificado contra a ex-companheira

A soma das penas totalizou 44 anos e 2 meses, a serem cumpridos em regime inicialmente fechado.

Prisão preventiva mantida

A Justiça decidiu manter a prisão preventiva do condenado, considerando elementos como risco de fuga — já registrado em momento anterior do processo —, a possibilidade de novas investidas violentas e a necessidade de assegurar a aplicação da pena. A defesa ainda pode recorrer da decisão.