
O número de casos de dengue em Araguaína cresceu de forma expressiva neste início de ano. Dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde apontam 705 notificações da doença até o momento, com 98 confirmações e 485 casos ainda em investigação. O volume é mais que o triplo do registrado em janeiro de 2025, quando foram contabilizadas 218 notificações e 30 confirmações.
A confirmação dos casos ocorre por meio de exames laboratoriais realizados pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen). Segundo a coordenação do programa municipal de controle da dengue, os resultados podem levar cerca de dez dias para serem liberados.
A pressão também já é sentida nas unidades de urgência. O Pronto Atendimento Infantil (PAI) e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) registraram, juntos, 594 notificações apenas neste mês, número 625% maior do que no mesmo período do ano passado, quando foram 95 registros.
Bairros com mais registros
Entre as regiões que apresentam aumento no número de casos estão Monte Sinai, Jardim Paulista, São João, Araguaína Sul, Nova Araguaína, Vila Azul, Jardim dos Ipês I e II e Lago Azul I e III.
Fiscalização e combate
Equipes municipais intensificaram ações de fiscalização em pontos considerados críticos, com histórico de focos do mosquito Aedes aegypti. Segundo o município, 117 locais passaram a ser monitorados por apresentarem reincidência de criadouros.
A gestão também cita a continuidade do programa Aedes do Bem, que utiliza tecnologia biológica no controle do mosquito. O projeto foi implantado em bairros como Rodoviário, Entroncamento, George Yunes, Bela Vista, Jardim das Palmeiras do Norte, Jardim Filadélfia, São João, Morada do Sol 2, Setor Urbanístico, Setor Vitória, Jardim Itatiaia, Setor Aeroporto, Parque Sonhos Dourados e Vila Nova.
Risco e prevenção
O Aedes aegypti transmite dengue, chikungunya, zika e febre amarela urbana. Os ovos do mosquito podem sobreviver por até um ano em ambientes secos e se desenvolver rapidamente quando entram em contato com água parada.
Autoridades de saúde reforçam que a eliminação de recipientes com água acumulada continua sendo a principal forma de prevenção. Caixas d?água destampadas, calhas, vasos de plantas, pneus e lixo exposto seguem entre os principais focos domésticos do mosquito.
As investigações epidemiológicas seguem em andamento para identificar possíveis áreas de maior circulação do vírus e orientar novas medidas de controle.

