
A informação foi confirmada em entrevista concedida ao RepórterTO pelo delegado plantonista Felipe Crivelaro, responsável pelo flagrante. Segundo o delegado, os elementos reunidos até o momento indicam que o motorista assumiu conscientemente o risco de produzir o resultado fatal.
De acordo com a PolÃcia Civil, Lucas Rodrigues Monteiro dirigia embriagado, em alta velocidade, sob chuva, e mesmo tendo conhecimento de que o veÃculo apresentava pneus em estado de desgaste avançado. Ainda conforme o delegado, o condutor é mecânico, o que reforça que ele tinha plena ciência das condições inadequadas do carro.
A investigação também apontou que não havia marcas de frenagem no asfalto, o que, segundo a PolÃcia Civil, indica ausência de tentativa de parada antes da colisão. Imagens de câmeras de segurança analisadas pelos investigadores reforçaram a constatação de que o veÃculo trafegava em velocidade elevada.
Outro ponto destacado pelo delegado é que, após o impacto, o motorista teria tentado se evadir do local, o que foi levado em consideração na análise do caso.
Com base nesses elementos, a PolÃcia Civil entendeu que a conduta se enquadra em homicÃdio doloso com dolo eventual, quando o agente, mesmo não desejando diretamente o resultado, assume o risco de produzi-lo. A pena prevista para esse tipo de crime varia de 6 a 20 anos de reclusão. Ele segue preso.
A reportagem do RepórterTO tentou contato com a defesa de Lucas Rodrigues Monteiro, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação.
Entenda o caso
O acidente foi registrado no final da manhã deste domingo, 14, na BR-153, nas proximidades do setor Barros, em AraguaÃna. A colisão envolveu um carro e uma motocicleta.
Na moto estavam Caio Pinheiro, a esposa Winglidy Magalhães e o filho do casal, o bebê Pyetro Gael, de dois meses. Caio e o bebê não resistiram aos ferimentos e morreram ainda no local.
Winglidy Magalhães foi socorrida em estado grave e encaminhada ao Hospital Regional de AraguaÃna, onde permanece internada sob cuidados médicos.
O caso segue sob investigação da PolÃcia Civil.

