Sexta-feira, 2 de janeiro de 2026
Economia

Aumento de vírus respiratórios acende alerta em Araguaína; crianças são as mais afetadas

Rinovírus segue líder de circulação, mas Influenza A registra crescimento; maioria dos casos envolve crianças pequenas

A Secretaria Municipal de Saúde de Araguaína divulgou um alerta epidemiológico após identificar aumento expressivo na circulação de vírus respiratórios na cidade ao longo de 2025. O monitoramento, realizado pela Vigilância Epidemiológica e pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS), aponta que o cenário exige atenção redobrada, especialmente durante o período chuvoso, quando a transmissão tende a se intensificar.

O levantamento considera exames registrados no Gerenciador de Ambiente Laboratorial (GAL) entre 1º de janeiro e 9 de dezembro deste ano.


Predomínio do Rinovírus e avanço da Influenza A

Segundo a análise, os vírus mais detectados em 2025 foram Rinovírus, Adenovírus e Influenza A.
Em outubro, o Rinovírus respondeu por 44,1% dos testes positivos, seguido pelo Adenovírus (15,8%) e Influenza A (13,2%). Em novembro, embora o Rinovírus continuasse predominante, a participação da Influenza A cresceu para 18,5% dos casos.

A elevação é compatível com o período chuvoso, que favorece a disseminação de vírus respiratórios e pode resultar em quadros mais graves entre pessoas vulneráveis.


Crianças são o grupo mais afetado

Os dados revelam que a maior parte das amostras analisadas é coletada em serviços pediátricos da rede pública. Com isso, crianças representam o grupo com mais diagnósticos confirmados.

  • A faixa de 0 a 9 anos concentra a maioria das detecções.

  • Bebês de 0 a 2 anos respondem por mais da metade dos casos positivos.

O aumento da demanda também é evidente: entre outubro e novembro de 2024, foram registrados 2.524 atendimentos de crianças com síndromes respiratórias. No mesmo período de 2025, o número subiu para 3.117 — crescimento aproximado de 23,5%.

Esse cenário reforça a atenção necessária às crianças pequenas, que possuem sistema imunológico ainda em desenvolvimento e maior risco de complicações como pneumonia e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).


Grupos vulneráveis podem evoluir para quadros graves

Embora muitas infecções respiratórias sejam leves, determinados grupos apresentam risco aumentado de agravamento:

  • crianças menores de cinco anos

  • idosos

  • gestantes e puérperas

  • pessoas com comorbidades

  • imunossuprimidos

Nesses casos, doenças como Influenza podem exigir internação e aumentar o risco de óbito.


Vacinação contra Influenza segue ativa até fevereiro de 2026

A campanha de vacinação contra a Influenza permanece em andamento até 28 de fevereiro de 2026 e atende aos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde.

A diretora de Imunização, Samilla Braga, reforçou a importância de manter a proteção:

“A vacina contra a influenza protege não apenas quem recebe a dose, mas também quem está ao redor, especialmente os grupos de risco. É uma medida simples, segura e essencial para evitar complicações e hospitalizações.”

A imunização está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS). Para receber a dose, é necessário apresentar CPF, cartão de vacina e comprovação do grupo prioritário.


Gestantes também devem se vacinar contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR)

O Município reforça ainda a vacinação contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), uma das principais causas de bronquiolite e pneumonia em bebês. A dose é destinada a gestantes a partir da 28ª semana, sem limite de idade.

A proteção adquirida pela mãe é transferida para o bebê, garantindo defesa crucial nos primeiros meses de vida. O objetivo da campanha, iniciada em 9 de dezembro, é imunizar 80% do público-alvo.


Diagnóstico precoce é essencial

A Secretaria orienta que pessoas com sintomas como febre, tosse persistente ou dificuldade para respirar busquem atendimento nas primeiras 48 horas. O exame RT-PCR é fundamental para identificar o vírus causador e direcionar o tratamento adequado.

Samilla Braga reforça:

“Prevenir sempre será a melhor escolha. A vacinação, aliada aos cuidados diários e ao diagnóstico precoce, faz toda a diferença para proteger a nossa população.”