Sexta-feira, 9 de janeiro de 2026
Policial

Arsenal apreendido em operação da polícia em Araguaína pode ser destruído ou doado às forças de segurança

Arsenal apreendido em operação da polícia em Araguaína pode ser destruído ou doado às forças de segurança
Arsenal apreendido em operação da polícia em Araguaína pode ser destruído ou doado às forças de segurança

Todo o arsenal apreendido nessa quarta-feria, 3, durante a Operação Clandestino poderá ser destruído ou doado às forças de segurança após o indiciamento dos suspeitos envolvidos no comércio ilegal desse armamento, crime desbaratado pela Polícia Civil do Tocantins, por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos (DRR ? Araguaína). A informação é do delegado titular da DRR, Fellipe Crivelaro, que destaca como se deu o início da investigação e quais os próximos passos.

 

Durante a operação deflagrada em Araguaína, quatro pessoas foram presas em cumprimento a mandado de prisão preventiva e cinco pessoas foram presas em flagrante por porte ilegal de arma ou munição de usos restritos. Além disso, dez mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos endereços dos suspeitos, incluindo um estabelecimento comercial especializado em armas e munições.

 

?Todos os alvos da operação são CAC?s (sigla para Colecionador, Atirador e Caçador), um policial militar e esse empresário que comercializa armas e munições tanto de modo legal quanto informal?, destacou.

 

Investigação

O delegado Fellipe Crivelaro informou que as investigações tiveram início no dia 30 de outubro de 2023, quando o alvo principal da operação registrou um boletim falso de roubo dizendo que suas duas armas haviam sido roubadas a caminho do clube de tiro. ?Aí iniciamos a investigação e apuramos que o fato não existiu. Confrontamos ele que decidiu confessar que realmente tinha vendido essas armas. Ele não indicou para quem vendeu as armas, mas entregou o celular e autorizou o nosso acesso ao aparelho. Aí com base nas informações do celular dele, descobrimos essa trama maior?, destacou.

 

Operação

Com o cumprimento dos dez mandados de busca e apreensão e os quatro de prisão, todos os presentes nos locais alvo da operação foram convidados a comparecer na delegacia e prestar esclarecimentos. ?Ao todo, 14 pessoas foram conduzidas e ouvidas. Aqueles que a princípio não ficou apurado nada de ilegal, foram liberados, mas as investigações continuam e pode ser que tenhamos outros desdobramentos da Operação Clandestino?, informou.

 

O delegado destacou ainda que conforme a legislação vigente, os CAC?s ao serem indiciados perdem seus registros e têm um prazo para vender essas armas e munições. ?Caso o contrário pode haver o perdimento dessas armas, bem como das munições. Decisão que cabe à Justiça com base no parecer do Exército?, finalizou.