
O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, publicou nas redes sociais uma foto ajoelhado em agradecimento após a decisão liminar que determinou seu retorno ao cargo. A imagem, postada em conjunto com a esposa e primeira-dama, Karynne Sotero, mostra o gestor ajoelhado em frente ao portal das Serras Gerais, acompanhado da legenda ?Obrigado, Deus?. Em outra postagem, a frase aparece como ?Obrigado meu Deus?. A liminar foi concedida nesta sexta-feira, 5, pelo ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal.
A publicação teve rápida repercussão. Em 50 minutos, somou mais de 10,4 mil curtidas e 1.589 comentários, entre eles manifestações de apoio dos deputados Eduardo Fortes, Cláudia Lelis e da vereadora Karina Café. Em menos de seis minutos, a postagem ultrapassava 3 mil curtidas e 800 comentários celebrando o retorno do governador ao comando do Executivo estadual.
A decisão do ministro Nunes Marques revoga o afastamento determinado pelo Superior Tribunal de Justiça, que tinha prazo inicial de 180 dias. Wanderlei estava afastado há três meses por suspeita de desvio de recursos públicos em contratos destinados à compra de cestas básicas durante a pandemia de Covid-19. Na mesma decisão que havia afastado o governador, a primeira-dama também ficou impedida de exercer o cargo, mas o retorno dela não é mencionado na liminar emitida pelo STF.
A liminar ainda deverá ser analisada pela Segunda Turma do Supremo, mas devolve ao governador o exercÃcio pleno do mandato. No despacho, o ministro destacou que o afastamento à s vésperas de um ano eleitoral pode gerar ?grave instabilidade polÃtica e jurÃdica? e afirmou que a medida exige fundamentação robusta e demonstração inequÃvoca de necessidade. Nunes Marques também citou manifestação da Procuradoria-Geral da República contrária à manutenção do afastamento durante o curso do processo.
Em nota, a defesa do governador Wanderlei Barbosa afirmou que ?recebe com serenidade a decisão emanada do Supremo Tribunal Federal proferida na data de hoje, a qual viabiliza o seu retorno ao cargo para o qual foi legitimamente eleito?.
O processo segue em tramitação no STF.

