Sexta-feira, 9 de janeiro de 2026
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Um mês após assassinato de vigia em shopping de Palmas, suspeito segue foragido

Um mês após assassinato de vigia em shopping de Palmas, suspeito segue foragido
Um mês após assassinato de vigia em shopping de Palmas, suspeito segue foragido

Nesta segunda-feira (29), completa um mês do assassinato do vigia Dhemis Augusto Santos, de 35 anos, ocorrido em um shopping de Palmas. O autor dos disparos é Waldecir José de Lima Júnior, de 40 anos, que teve mandado de prisão expedido pela Justiça, apresentou advogado, mas continua foragido.

Dhemis foi morto na noite de 29 de novembro, enquanto trabalhava como vigia no Aldeia Mall Shopping, localizado na quadra 203 Sul. O crime foi registrado por uma câmera de segurança do estabelecimento.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP) informou que não há novidades sobre o caso e que as investigações seguem sob sigilo, para não comprometer o andamento dos trabalhos policiais.

Dinâmica do crime

De acordo com o que foi apurado pela investigação, Waldecir José de Lima Júnior estacionou o veículo de forma irregular e acabou atingindo uma baliza sinalizadora. Ele teria sido advertido pelo vigia, o que deu início a uma discussão.

Ainda segundo a apuração, a situação evoluiu para a agressão armada, e Dhemis Augusto Santos foi baleado, não resistindo aos ferimentos.

Mandado de prisão e defesa

O mandado de prisão contra Waldecir foi expedido pela 1ª Vara Criminal de Palmas no dia 30 de novembro. Após o crime, ele contratou um advogado, que levou a polícia até a arma utilizada no homicídio, mas o suspeito não se apresentou às autoridades e permanece foragido.

Durante o mês de dezembro, o advogado Zenil Drumond afirmou que a decisão de se entregar ou não caberia exclusivamente ao cliente. Neste domingo (28), ele declarou que lamenta o ocorrido e acredita que as imagens das câmeras externas poderão contribuir para o esclarecimento dos fatos.

?Quanto à apresentação do Sr. Waldecir às autoridades, é importante destacar que ninguém é obrigado a se apresentar sem que haja segurança jurídica, e qualquer decisão nesse sentido será tomada no tempo adequado, com base em análise técnica e estratégica, respeitando-se integralmente as garantias constitucionais da ampla defesa e da presunção de inocência?, afirmou o advogado.

Histórico e registro de arma

O RTO apurou que Waldecir possuía registro ativo de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), mas não teria autorização para portar arma de fogo em local público.

Ainda conforme a apuração, ele já havia sido condenado em 2013, após ser flagrado portando uma arma sem autorização, em uma churrascaria.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que trabalha para localizar o suspeito e concluir o inquérito.