
O Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgou nesta quinta-feira, 7, os dados consolidados sobre feminicÃdio no Brasil em 2023 e revelou que quatro mulheres morreram por dia no PaÃs no ano passado por motivos relacionados à sua condição de gênero ? ao todo, foram 1.463. É o maior patamar já registrado no PaÃs desde 2015, quando a lei que tipifica o crime de feminicÃdio entrou em vigor e, consequentemente, o crime começou a ser contabilizado. Regiões Centro-Oeste e Norte têm mais casos.
- Ao todo, mais de 10,5 mil mulheres já foram vÃtimas de feminicÃdio deste 2015, aponta o levantamento. A informação vem à tona na véspera do Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março.
- A data tem como objetivo de conscientizar a população sobre a desigualdade e o ódio contra o gênero feminino, assim como celebrar a luta feminista contra estes problemas ao longo da História.
O crime de feminicÃdio é qualificado como homicÃdio decorrente de violência doméstica e familiar em razão da condição de sexo feminino, por menosprezo à condição feminina e/ou discriminação à condição da mulher.
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Diferenças estaduais
Olhando regionalmente, 18 Estados apresentaram taxa de feminicÃdio acima da média nacional, que em 2023 foi de 1,4 morte para cada grupo de 100 mil mulheres.
Mato Grosso, Acre, Rondônia, Tocantins e Distrito Federal registraram os maiores números absolutos de feminicÃdio por quantidade de habitantes:
- Mato Grosso teve 2,5 mortes por feminicÃdio a cada 100 mil habitantes mulheres ? ainda assim, o Estado registrou queda de 2,1% na comparação com a taxa do ano anterior;
- Acre registrou 2,4 feminicÃdios a cada 100 mil mulheres, um crescimento de 11,1% em relação a 2022;
- Em Rondônia, foram 2,4 feminicÃdios a cada 100 mil mulheres, uma redução de 20,8%;
- Tocantins teve 2,4 feminicÃdios a cada 100 mil mulheres ? crescimento de 28,6%;
- No Distrito Federal, foram 2,3 feminicÃdios a cada 100 mil mulheres, uma variação de 78,9%, saindo de 19 vÃtimas em 2022 para 34 vÃtimas no ano passado.
Já os Estados com as menores taxas de feminicÃdio foram o Ceará (0,9 por 100 mil), São Paulo (1 por 100 mil) e Amapá (1,1 por 100 mil). ?No caso do Ceará, vale destacar que, desde a tipificação da lei, em 2015, há um número muito baixo de feminicÃdios quando se comparam os números com o total de homicÃdios de mulheres no Estado, o que pode indicar subnotificação dos casos?, informa o Fórum.

