Quinta-feira, 8 de janeiro de 2026
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Tocantins abre 3ª edição dos Jogos Escolares Indígenas com 360 atletas na Praia da Graciosa

Tocantins abre 3ª edição dos Jogos Escolares Indígenas com 360 atletas na Praia da Graciosa
Tocantins abre 3ª edição dos Jogos Escolares Indígenas com 360 atletas na Praia da Graciosa

PALMAS ? O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), realizou nesta sexta-feira (22) a abertura oficial da 3ª edição dos Jogos Escolares Indígenas do Tocantins (Jeits), na Praia da Graciosa, em Palmas. O evento reúne cerca de 360 estudantes-atletas indígenas, de 12 a 17 anos, vindos de unidades escolares ligadas às seis superintendências regionais de educação que possuem comunidades indígenas. As competições seguem até domingo (24).

Povos participantes

Participam desta edição oito povos: Apinajé, Javaé, Karajá, Karajá-Xambioá, Krahô, Krahô-Kanela, Xerente e Avá-Canoeiro. Cada grupo representa suas escolas e comunidades, reforçando a proposta do evento de fortalecer a identidade cultural indígena e promover o intercâmbio entre os povos originários.

Modalidades

Entre as provas disputadas estão:

  • Arremesso de lança
  • Natação
  • Corrida de resistência (3.000m e 2.000m)
  • Arco e flecha
  • Corrida de 100m rasos
  • Corrida de varinha (revezamento 4x100m)
  • Luta corporal
  • Cabo de guerra
  • Corrida com tora
  • Futebol society

Abertura

A cerimônia de abertura contou com o desfile das delegações, demonstrações culturais, apresentações de modalidades esportivas e o acendimento da pira dos jogos.

O secretário executivo da Seduc, Edinho Fernandes, cumprimentou os povos indígenas em seus idiomas e destacou a dimensão do evento.

?Nosso projeto é internacional. Nossos estudantes usam camisa da seleção brasileira em várias modalidades. Tenho que parabenizar a todos pela organização desse evento?, disse, declarando os jogos abertos.

Importância para a educação indígena

O diretor do Centro de Ensino Médio Xerente (Cemix), Armando Sõprê Xerente, ressaltou o aprendizado proporcionado pelo encontro.

?Estamos buscando mais conhecimentos, principalmente esses estudantes que no futuro estarão na universidade. Conhecer outras pessoas e observar cada cultura enriquece a nossa culturalidade. Isso faz parte da educação.?

A professora Selma Karajá, da Escola Indígena Manoel Achurê, de Santa Fé do Araguaia, disse que o objetivo vai além da competição.

?Trazemos os povos não só para competir, mas para trocar experiências. Temos o objetivo de levar prêmios, mas também de aprender com os jogos.?

O estudante Carlos Henrique Hajakri, da Escola Indígena Mentuwajê, destacou a confiança para competir no arco e flecha.

?Espero levar a vitória, estou confiante na competição, porque treinei e espero bom resultado.?

Visão institucional

Para o diretor de Educação dos Povos Originários da Seduc, Amaré Gonçalves Brito, o Jeits se consolidou como um grande evento.

?Este é um dos maiores eventos realizados com os povos indígenas, que além de esportivo é cultural. Estamos socializando cada momento e esperamos trazer muito aprendizado.?

O gerente de Educação Indígena da Seduc, Railton Moreira Txebuaré Karajá, reforçou a importância da confraternização.

?Vamos confraternizar, que é de união com cada povo, com seus costumes e identidades. É uma troca de experiência que nos enriquece, tanto os povos indígenas como a sociedade em geral.?

Programação dos próximos jogos