
Cidade foi a 6ª do Brasil que mais vendeu carne bovina aos americanos em 2024 e agora pode ser duramente impactada por nova polÃtica protecionista dos EUA
O anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a imposição de uma tarifa de 50% sobre todos os produtos importados do Brasil a partir de 1º de agosto de 2025 pode representar um duro golpe à s exportações de carne bovina de AraguaÃna, que viveu um ano histórico em 2024 no comércio exterior.
Segundo dados do Comex Stat, AraguaÃna exportou no ano passado 30 mil toneladas de carne bovina, gerando US$ 131,9 milhões em receita ? 10 mil toneladas e US$ 50,9 milhões desse total foram enviados aos Estados Unidos, o que representa 39% do faturamento internacional do setor na cidade.
Com a nova polÃtica tarifária dos EUA, os frigorÃficos de AraguaÃna, que já atendem os principais supermercados brasileiros e se consolidaram como grandes exportadores, correm o risco de perder competitividade no mercado norte-americano. A cidade é a destaque no Tocantins e Brasil com vendas relevantes para os EUA, ocupando a 6ª posição nacional em volume de carne exportada para o paÃs.
Crescimento ameaçado
Entre 2023 e 2024, as exportações totais de carne de AraguaÃna cresceram 37% em volume e 42% em valor. Só as vendas para os EUA dobraram: foram 4,9 mil toneladas e US$ 24,2 milhões em 2023, contra 10 mil toneladas e US$ 50,9 milhões em 2024. A aplicação de tarifas pode reverter esse crescimento acelerado e frear investimentos locais no setor.
A preocupação é que os custos adicionais inviabilizem a competitividade da carne araguainense frente a produtos de outros paÃses que não sofrerão sobretaxação ou ainda levem compradores americanos a suspender contratos com os frigorÃficos locais.
?A exportação de carne é hoje um dos motores da nossa economia. É preocupante que uma decisão como essa possa afetar diretamente nossos empregos, nossas empresas e toda a cadeia produtiva?, comentou um interlocutor ligado ao setor frigorÃfico local.
O que vem pela frente
Ainda não se sabe se haverá negociação diplomática entre Brasil e Estados Unidos para tentar reverter ou mitigar os efeitos do tarifaço. Especialistas alertam que a taxação de 50% é severa e pode inviabilizar completamente o comércio de produtos brasileiros com os EUA em diversas cadeias, a carne entre elas.

