
O Sindicato dos Servidores Públicos no Estado do Tocantins (Sisepe-TO) voltou a cobrar publicamente uma definição do Governo do Estado sobre o Ãndice de reposição salarial dos servidores públicos estaduais referente à data-base de 2024. Em vÃdeo divulgado nesta terça-feira (9), o presidente do sindicato, Elizeu Oliveira, reforçou a urgência da resposta ao ofÃcio encaminhado em fevereiro por 20 sindicatos, solicitando o reajuste de 7,5%.
O percentual solicitado é o mesmo aplicado ao salário mÃnimo pelo Governo Federal neste ano. No vÃdeo, Elizeu destaca que o silêncio do Executivo estadual, mesmo com o mês de maio se aproximando, tem gerado apreensão entre os servidores.
?O mês de maio se aproxima e nada de o governo do estado divulgar qual será o Ãndice de reposição salarial dos servidores do estado. Esse silêncio não é bom para ninguém?, afirma.
Arrecadação em alta
O presidente do Sisepe lembrou que o Estado tem aumentado sua arrecadação, o que, segundo ele, dá margem para que o reajuste reivindicado seja concedido. Somente no primeiro bimestre de 2025, o Tocantins arrecadou R$ 55 milhões a mais com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em relação ao mesmo perÃodo do ano anterior.
?A arrecadação própria do Estado não para de prosperar. Só no primeiro bimestre deste ano, os valores obtidos com o ICMS subiram R$ 55 milhões?, destacou.
Preocupação com passivos
Outro ponto de alerta do sindicato é o risco de o governo criar novo passivo com os servidores, caso não antecipe a aplicação do Ãndice ainda na próxima folha. Elizeu Oliveira argumenta que, além de postergar o direito dos servidores, os passivos acabam beneficiando apenas instituições financeiras, por meio de acordos de antecipação com juros elevados.
?Precisando, muitos colegas ficam quase que obrigados a fazer a antecipação com o único banco conveniado com o Estado, abrindo mão de ganhos importantes e pagando juros absurdos?, conclui.
O governo do Estado ainda não se pronunciou oficialmente sobre a data-base de 2024. O Sisepe afirmou que manterá a mobilização até que haja uma definição concreta.

