Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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Professor suspeito de adulterar bebida de alunas com sêmen tem prisão convertida para preventiva

Professor suspeito de adulterar bebida de alunas com sêmen tem prisão convertida para preventiva
Professor suspeito de adulterar bebida de alunas com sêmen tem prisão convertida para preventiva

O professor de canto de 26 anos, preso em flagrante na última sexta-feira (25), teve a prisão convertida para preventiva durante audiência de custódia realizada na manhã deste domingo (27). Ele é investigado por oferecer a alunas uma bebida adulterada com sêmen, sob o pretexto de melhorar a garganta e a dicção vocal.

De acordo com a Polícia Militar, o caso foi registrado após uma das vítimas desconfiar da alteração no líquido servido pelo professor e acionar a polícia. Segundo as investigações, o suspeito atuava como professor de canto e instrumentos musicais e teria oferecido o suposto ?chá? às estudantes sem informar sobre a adulteração. A PM informou ainda que ele filmava as vítimas sem o consentimento delas enquanto ingeriam a bebida.

Durante a abordagem, dois frascos contendo a substância e um celular que estaria sendo usado para gravações foram apreendidos. Conforme a Polícia Militar, o professor confessou a prática e afirmou ter mais cinco vítimas, incluindo uma menor de idade. A substância recolhida foi encaminhada para análise pericial, que deverá confirmar se trata-se de sêmen.

A decisão que manteve o suspeito preso é assinada pelo juiz Willian Trigilio da Silva. No documento, o magistrado afirma que, diante das provas reunidas, a liberdade do investigado representa risco concreto à ordem pública e às vítimas, descartando a possibilidade de concessão de medidas cautelares alternativas.

?Não se trata de presumir a culpa, mas sim de reconhecer a presença de um risco razoavelmente fundamentado e lançar mão da medida extrema de restrição de liberdade para preservar a ordem pública?, destacou o juiz na decisão.

A audiência também revelou que o investigado já possui antecedente criminal, sendo alvo de inquérito por estupro de vulnerável. Esse fator também pesou na manutenção da prisão preventiva. ?O autuado demonstra estar habituado a transgredir os bens jurídicos salvaguardados pelo Direito Penal?, afirmou o magistrado.

O professor foi encaminhado para a Unidade Penal de Porto Nacional, onde permanecerá à disposição da Justiça. A Defensoria Pública, que representa o suspeito, foi procurada para comentar o caso, mas não se manifestou até o momento da publicação desta reportagem.

As vítimas e testemunhas foram levadas à Casa da Mulher Brasileira para os procedimentos legais cabíveis. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.

Com informações do G1*