
O presidente do Banco de BrasÃlia (BRB), Paulo Henrique Costa, foi afastado do cargo nesta terça-feira (18) por determinação judicial no âmbito de uma operação da PolÃcia Federal. A decisão ocorre no momento em que o BRB é responsável por operar a folha de pagamento do Estado do Tocantins, atividade que passou a ser desempenhada pelo banco a partir de junho de 2025, com contrato firmado ainda na gestão do então governador Wanderlei Barbosa.
Segundo informações divulgadas pela PF, a medida faz parte de uma investigação que também resultou na prisão do presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, e de outros quatro diretores da instituição. A ação ocorreu horas após o Banco Central decretar a liquidação extrajudicial do Banco Master e determinar a indisponibilidade dos bens dos controladores e ex-administradores.
O contrato entre o Governo do Tocantins e o BRB, identificado como nº 036/2024, estabeleceu que o banco passaria a processar a folha de pagamento dos servidores estaduais, incluindo ativos, aposentados e pensionistas. A migração foi anunciada oficialmente pelo governo em maio de 2025 e começou a ser executada no mês seguinte.
O governo estadual afirmou, na época, que a mudança tinha como objetivo modernizar a gestão financeira e ampliar os serviços oferecidos aos servidores. A transição ocorreu durante a gestão de Wanderlei Barbosa, responsável por firmar o acordo com a instituição financeira.
O BRB ainda não se manifestou sobre o afastamento do presidente. A instituição informou apenas que segue operando normalmente. Já o governo do Distrito Federal comunicou que Paulo Henrique Costa está nos Estados Unidos.
Com o banco ocupando posição central na gestão da folha de pagamento do Tocantins, o afastamento de seu principal dirigente coloca a instituição no centro das atenções enquanto seguem as investigações conduzidas pela PolÃcia Federal.

