Sexta-feira, 9 de janeiro de 2026
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Prefeitura de Araguaína emite alerta após aumento na circulação de vírus respiratórios

Município registra crescimento de casos, especialmente entre crianças; gestão aponta reforço na vigilância, vacinação e orientação à população.

Prefeitura de Araguaína emite alerta após aumento na circulação de vírus respiratórios
Prefeitura de Araguaína emite alerta após aumento na circulação de vírus respiratórios

A Prefeitura de Araguaína, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, divulgou um alerta epidemiológico após registrar aumento na circulação de vírus respiratórios no município. Segundo a gestão, o monitoramento aponta tendência de crescimento durante o período chuvoso, quando a transmissão costuma se intensificar.

Os dados são do setor de Vigilância Epidemiológica/CIEVS, com base em análises do Gerenciador de Ambiente Laboratorial (GAL), que reúne resultados de exames realizados na rede pública entre 1º de janeiro e 9 de dezembro de 2025.

Crescimento do Influenza A e predominância do Rinovírus

De acordo com o levantamento informado pela Secretaria, os vírus mais detectados ao longo de 2025 foram Rinovírus, Adenovírus e Influenza A. Em outubro, o Rinovírus representou 44,1% dos resultados positivos, seguido por Adenovírus (15,8%) e Influenza A (13,2%). No mês seguinte, embora o Rinovírus permanecesse predominante, a pasta registra aumento do Influenza A, que passou a responder por 18,5% dos casos.

A gestão afirma que esse crescimento é compatível com o período chuvoso, quando o vírus costuma circular com maior intensidade.

Aumento de casos entre crianças

Segundo a Vigilância Epidemiológica, a maior parte das coletas ocorre em unidades pediátricas, o que reflete o maior volume de confirmações em crianças. A administração informa que a faixa etária de 0 a 9 anos concentra a maior parte dos exames detectáveis, sendo que crianças de 0 a 2 anos representam mais da metade de todas as confirmações.

Entre outubro e novembro de 2024, foram registrados 2.524 atendimentos de crianças com síndromes respiratórias. No mesmo período de 2025, esse número subiu para 3.117, o que representa aumento aproximado de 23,5% na procura por assistência. A Secretaria afirma que bebês e crianças pequenas são mais vulneráveis a complicações, como pneumonia e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

Grupos vulneráveis e risco de agravamento

A gestão municipal ressalta que, embora muitos quadros sejam autolimitados, há risco de evolução para formas graves em crianças menores de cinco anos, idosos, gestantes, puérperas, pessoas com comorbidades e imunossuprimidos. Nessas populações, doenças como a gripe podem exigir internação.

Vacinação contra Influenza segue até fevereiro

A campanha de vacinação contra a Influenza está ativa até 28 de fevereiro de 2026 para os grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde. A diretora de Imunização, Samilla Braga, reforçou, em comunicado, a importância da adesão: ?A vacina contra a influenza protege não apenas quem recebe a dose, mas também quem está ao redor, especialmente os grupos de risco. É uma medida simples, segura e essencial para evitar complicações e hospitalizações.?

A vacinação ocorre em todas as UBS, mediante apresentação de CPF, cartão de vacina e comprovação do grupo prioritário.

Vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR)

A Secretaria também orienta sobre a vacinação contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), destinado a gestantes a partir da 28ª semana. O imunizante, segundo a pasta, oferece proteção ao bebê nos primeiros meses de vida. A meta do município é imunizar 80% do público-alvo durante a campanha iniciada em 9 de dezembro.

Para receber a dose, a gestante deve procurar a UBS com o cartão de vacinação e a Caderneta da Gestante.

Diagnóstico rápido e orientação

A Secretaria recomenda que moradores procurem atendimento ao apresentar sintomas como febre, tosse persistente ou dificuldade para respirar. Conforme a gestão, o teste RT-PCR é fundamental nas primeiras 48 horas após o início dos sintomas para identificação do vírus e direcionamento do tratamento.

?A vacinação, aliada aos cuidados diários e ao diagnóstico precoce, faz toda a diferença para proteger a população?, afirmou Samilla Braga em nota. Para casos de Influenza, o uso de antivirais deve ser iniciado preferencialmente nas primeiras 48 horas, com orientação médica.