Sexta-feira, 2 de janeiro de 2026
Plantão Policial

Polícia prende vigia acusado de atacar mulher hospedada em casa de apoio

Mandado de prisão preventiva foi expedido pela Justiça após análise das provas

A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 2ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher e Vulneráveis de Augustinópolis, prendeu preventivamente nesta segunda-feira (11) um homem investigado por importunação sexual contra uma mulher hospedada em uma casa de apoio destinada a acompanhantes de pacientes do Hospital Regional de Augustinópolis.

Segundo as investigações, o suspeito, que trabalhava como vigia noturno no local, teria se aproveitado da função para abraçar e beijar a vítima à força, além de praticar outros atos de cunho sexual sem consentimento. O crime ocorreu no dia 5 de agosto.

Quebra de confiança e vulnerabilidade da vítima

De acordo com a delegada Daniela Caldas, responsável pelo caso, a vítima se encontrava em situação de fragilidade, acompanhando um familiar internado, e confiava na segurança oferecida pelo vigia.

“Ele tinha como dever garantir segurança e acolhimento, mas quebrou essa confiança e praticou atos que ofenderam a dignidade sexual dela. Atuamos com rapidez para evitar que ele voltasse a agir e para dar uma resposta à sociedade”, afirmou.

Prisão preventiva e proteção de possíveis vítimas

O mandado de prisão preventiva foi expedido pelo Poder Judiciário após representação da autoridade policial, considerando a necessidade de proteger a vítima e evitar que o suspeito volte a cometer crimes.

A delegada destacou que a medida também busca resguardar a ordem pública e incentivar que outras possíveis vítimas se apresentem. A Polícia Civil orienta que qualquer pessoa que tenha passado por situação semelhante envolvendo o vigia denuncie à 2ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher e Vulneráveis de Augustinópolis, pelo telefone/WhatsApp (63) 9 9966-5569.

Ação integrada

O caso integra as ações da Operação Shamar, coordenada no Tocantins pela Secretaria da Segurança Pública e promovida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), voltada ao enfrentamento da violência contra a mulher em razão do gênero.

O inquérito segue em andamento para reunir provas, ouvir testemunhas e dar andamento ao processo criminal contra o investigado.