A Justiça do Maranhão aceitou o pedido da Polícia Civil e converteu em preventiva a prisão dos policiais militares do Tocantins, Etevaldo José Machado Silva Júnior e Elielson Rocha Sales, principais suspeitos pelo assassinato de Maria de Jesus Sousa Moraes, em Imperatriz (MA). Durante o crime, uma arma furtada da PM do Tocantins teria sido utilizada pelos acusados.
Maria de Jesus, tia de Etevaldo, foi morta a tiros no bairro Parque Alvorada em 10 de fevereiro deste ano. Os suspeitos foram presos em 12 de fevereiro e indiciados dois dias depois. Agora, a prisão temporária foi convertida em preventiva por tempo indeterminado.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, James dos Anjos, os suspeitos foram encontrados com duas armas de fogo, uma delas com a numeração raspada. A investigação revelou que uma das armas, um revólver calibre .38, foi furtada do 9º Batalhão da PM de Araguatins e estava com os suspeitos.
Durante o desenrolar do incidente, os policiais militares do Maranhão, que estavam em busca de uma pessoa que escapara de uma abordagem policial, ouviram os tiros na rua e encontraram Maria morta. Etevaldo e Elielson foram perseguidos e presos pela polícia local.
Segundo a decisão judicial baseada no inquérito, "os fatos narrados demonstram o grau elevado de periculosidade dos investigados, denotando extrema frieza e indiferença à vida humana no modus operandi, pois o crime foi praticado na presença de populares e vizinhos da vítima".
Os dois militares permanecem detidos em Imperatriz, sob custódia da PMMA, e devem responder por feminicídio. A defesa dos acusados alega que eles estavam a caminho do aeroporto para realizar exercícios físicos, negando sua participação no crime.
A Polícia Militar do Tocantins informou que o procedimento administrativo disciplinar está em andamento e que a prisão preventiva será combatida pela defesa dos policiais.
Informações G1 Tocantins

