
PALMAS ? O assassinato da jovem indÃgena Harenaki Javaé, de 18 anos, na Ilha do Bananal, repercutiu na Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto) nesta terça-feira, 9. Deputados de diferentes comissões usaram a tribuna para repudiar o crime e cobrar ações do poder público.
A presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, deputada Vanda Monteiro (UB), classificou o caso como um feminicÃdio e uma ?afronta à dignidade humana?. Ela cobrou celeridade da Secretaria da Segurança Pública (SSP-TO) na investigação e criticou a não aplicação de uma lei de sua autoria que prevê o monitoramento eletrônico de agressores. ?É inadmissÃvel que essa lei siga sem aplicação prática por falta de equipamentos?, afirmou.
A deputada apresentou dados alarmantes, informando que, apenas em 2025, já foram registradas 4.028 ocorrências de violência contra a mulher no Tocantins. Ela também protocolou requerimentos pedindo o reforço do patrulhamento da Ronda Maria da Penha em aldeias indÃgenas e comunidades tradicionais.
A deputada Cláudia Lelis (PV) subscreveu os pedidos e reforçou a necessidade de campanhas para divulgar o aplicativo Salve Mulher.
O deputado Jorge Frederico (Republicanos), membro da Comissão de Assuntos IndÃgenas, defendeu que a comissão acompanhe de perto as investigações. ?A Comissão precisa atuar diretamente, ouvindo, buscando esclarecimentos e sabendo da polÃcia o que está acontecendo nesse caso?, posicionou-se.
O debate também abordou a estrutura da segurança pública. O presidente da Comissão de Segurança Pública, deputado Moisemar Marinho (PSB), relacionou a violência contra a mulher ao déficit de pessoal nas polÃcias. ?Ficou comprovado que faltam servidores. [?] O déficit de pessoal na PolÃcia Civil justifica a realização de concurso público?, declarou, mencionando o fechamento de delegacias no interior do estado.

