Segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
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Jovem tocantinense dado como morto na guerra da Ucrânia está vivo; família pede ajuda para trazê-lo de volta

Jovem tocantinense dado como morto na guerra da Ucrânia está vivo; família pede ajuda para trazê-lo de volta
Jovem tocantinense dado como morto na guerra da Ucrânia está vivo; família pede ajuda para trazê-lo de volta

Depois de dias de incerteza e desespero, a família do tocantinense Rafael Paixão de Oliveira, de 29 anos, recebeu uma notícia que trouxe alívio: ele está vivo. Rafael é voluntário nas forças armadas da Ucrânia e sobreviveu a um bombardeio realizado por tropas russas. Inicialmente, chegou a ser dado como morto em combate, o que mobilizou familiares, amigos e gerou grande comoção nas redes sociais.

Segundo relatos da família, a informação equivocada foi repassada por um colega de pelotão, também brasileiro, que acreditou que Rafael havia morrido durante o ataque. No entanto, nas últimas horas, veio a confirmação de que ele sobreviveu e está em segurança. Natural de São Miguel do Tocantins, Rafael está na Europa desde agosto de 2024, quando decidiu se alistar como combatente voluntário na guerra entre Ucrânia e Rússia.

O caso ganhou grande repercussão na quarta-feira (25), quando um vídeo dramático gravado pela mãe de Rafael circulou nas redes sociais. Em meio ao desespero, ela pedia ajuda às autoridades brasileiras para confirmar o paradeiro do filho. ?A gente tenta buscar informações e só dizem que não tem nada concretizado. Porém, a gente vem recebendo tortura de lá, de que o Rafael está morto. E eu preciso saber, eu não aguento mais. Eu preciso saber. Se meu filho está vivo, que eles oficializem?, disse, emocionada.

De acordo com os familiares, eles tentaram buscar respostas oficiais por meio do governo federal e de representantes dos estados do Tocantins e do Maranhão, mas não obtiveram retorno. A falsa notícia teria partido de um ex-militar brasileiro que também atua no front ucraniano.

Após a confirmação de que Rafael está vivo, a família agora concentra esforços para trazê-lo de volta ao Brasil. O pedido foi reiterado ao Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), para que haja uma intermediação oficial com as autoridades ucranianas. Até o momento, o Itamaraty não se manifestou publicamente sobre o caso.