Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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IML descarta abuso sexual contra criança que morreu no PAI em Araguaína

IML descarta abuso sexual contra criança que morreu no PAI em Araguaína
IML descarta abuso sexual contra criança que morreu no PAI em Araguaína

A Polícia Civil investiga o caso de uma menina de 7 anos que faleceu no Pronto Atendimento Infantil (PAI) de Araguaína. A criança, acompanhada pela mãe, foi levada à unidade para tratar sintomas gripais, mas a equipe médica identificou lesões indicativas de abuso sexual. A morte tornou-se objeto de investigação policial. Entretanto, o laudo do Instituto Médico Legal (IML) descartou a possibilidade de abuso sexual após examinar o corpo da menina. A família reside em Carolina (MA).

O incidente foi reportado nesta quarta-feira (1). À Polícia Militar, a mãe de 26 anos relatou que sua filha apresentava sintomas gripais e inicialmente a levou a um posto de saúde em Itapecuru, no Maranhão (MA), antes de levá-la ao hospital em Carolina (MA). Lá, foi aconselhada a levá-la ao PAI de Araguaína.

A menina chegou ao PAI na terça-feira (30) por meio de uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Durante o exame, a equipe médica identificou uma lesão suspeita de abuso sexual na região genital da criança.

O Conselho Tutelar e a PM foram chamados para conversar com os pais da criança. A mãe afirmou não ter conhecimento da lesão, enquanto o pai, de 26 anos, que trabalha como motorista de transporte escolar, admitiu passar pouco tempo com a filha devido à profissão.

Ambos foram levados para a delegacia para prestar esclarecimentos, mas foram liberados após o depoimento. O corpo da criança foi examinado pelo Instituto Médico Legal (IML) de Araguaína, que não encontrou evidências de abuso sexual, atribuindo a morte a uma embolia pulmonar.

Os nomes dos pais não foram divulgados para preservar a privacidade da vítima. O caso está sob investigação pela 2ª Delegacia Especializada de Atendimento a Vulneráveis (DAV ? Araguaína).

Um advogado da família, Rubens Araújo, acompanha o caso e questiona a competência do médico plantonista que atendeu a criança, alegando que os pais foram injustamente tratados.

O Instituto Saúde e Cidadania (ISAC), responsável pela unidade de saúde, não pode fornecer detalhes sobre pacientes, mas afirmou que a equipe agiu conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).