
A PolÃcia Civil investiga o caso de uma menina de 7 anos que faleceu no Pronto Atendimento Infantil (PAI) de AraguaÃna. A criança, acompanhada pela mãe, foi levada à unidade para tratar sintomas gripais, mas a equipe médica identificou lesões indicativas de abuso sexual. A morte tornou-se objeto de investigação policial. Entretanto, o laudo do Instituto Médico Legal (IML) descartou a possibilidade de abuso sexual após examinar o corpo da menina. A famÃlia reside em Carolina (MA).
O incidente foi reportado nesta quarta-feira (1). À PolÃcia Militar, a mãe de 26 anos relatou que sua filha apresentava sintomas gripais e inicialmente a levou a um posto de saúde em Itapecuru, no Maranhão (MA), antes de levá-la ao hospital em Carolina (MA). Lá, foi aconselhada a levá-la ao PAI de AraguaÃna.
A menina chegou ao PAI na terça-feira (30) por meio de uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Durante o exame, a equipe médica identificou uma lesão suspeita de abuso sexual na região genital da criança.
O Conselho Tutelar e a PM foram chamados para conversar com os pais da criança. A mãe afirmou não ter conhecimento da lesão, enquanto o pai, de 26 anos, que trabalha como motorista de transporte escolar, admitiu passar pouco tempo com a filha devido à profissão.
Ambos foram levados para a delegacia para prestar esclarecimentos, mas foram liberados após o depoimento. O corpo da criança foi examinado pelo Instituto Médico Legal (IML) de AraguaÃna, que não encontrou evidências de abuso sexual, atribuindo a morte a uma embolia pulmonar.
Os nomes dos pais não foram divulgados para preservar a privacidade da vÃtima. O caso está sob investigação pela 2ª Delegacia Especializada de Atendimento a Vulneráveis (DAV ? AraguaÃna).
Um advogado da famÃlia, Rubens Araújo, acompanha o caso e questiona a competência do médico plantonista que atendeu a criança, alegando que os pais foram injustamente tratados.
O Instituto Saúde e Cidadania (ISAC), responsável pela unidade de saúde, não pode fornecer detalhes sobre pacientes, mas afirmou que a equipe agiu conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

