O governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) e seu vice, Laurez Moreira (PDT), foram absolvidos das acusações de abuso de poder político nas Eleições de 2022. A decisão foi unânime e proferida pelo pleno do Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO) na manhã desta quinta-feira, 25.
A ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) havia sido movida pela coligação ?O Futuro é Pra Já? e pelo então candidato Irajá Silvestre Filho (PSD). A denúncia alegava que o governo estadual havia contratado cerca de 16 mil servidores temporários sem justificativa nos três meses que antecederam as eleições. Na época, Wanderlei Barbosa havia assumido o cargo após a renúncia de Mauro Carlesse.
Os desembargadores do TRE-TO concluíram que não havia evidências suficientes para comprovar que as contratações foram realizadas com o objetivo de beneficiar as candidaturas dos investigados. ?Não havendo prova cabal de que as contratações foram irregulares e desnecessárias, durante o período proibido, ou prova de que ocorreram apenas para beneficiar as candidaturas dos investigados, inexistente, portanto, condutas vedadas ou abuso do poder político?, afirmou o desembargador Helvécio de Brito Maia Neto em seu voto.
O Ministério Público Eleitoral também se manifestou contra a procedência da ação, citando a falta de provas contundentes.
Reação do GovernadorEm resposta à decisão, o governador Wanderlei Barbosa expressou satisfação e tranquilidade: ?Recebi a decisão do TRE-TO com alegria e naturalidade, pois vencemos as eleições de forma limpa e justa, com uma campanha propositiva e voltada para a melhoria da qualidade de vida do povo tocantinense.?
Barbosa criticou os opositores que, segundo ele, tentam gerar instabilidade ao governo sem sucesso. ?Nossos adversários não aceitam a derrota e tentam, sem êxito, criar instabilidade para o nosso governo. Continuaremos trabalhando incessantemente em prol dos tocantinenses até o fim do nosso mandato em dezembro de 2026.?
A decisão do TRE-TO ainda pode ser alvo de recurso por parte dos denunciantes. Até o fechamento desta reportagem, o g1 não conseguiu contato com os advogados de Irajá Silvestre Filho e da coligação ?O Futuro é Pra Já? para comentar a decisão.

