Sexta-feira, 9 de janeiro de 2026
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Ex-servidora de presídio no TO é indiciada por corrupção, peculato e estelionato

Ex-servidora de presídio no TO é indiciada por corrupção, peculato e estelionato
Ex-servidora de presídio no TO é indiciada por corrupção, peculato e estelionato

A Polícia Civil do Tocantins indiciou uma ex-servidora da Unidade Penal de Paraíso por corrupção passiva, peculato, estelionato, exposição da vida e da saúde de terceiros e constrangimento ilegal. O inquérito foi concluído nesta sexta-feira (11) no âmbito da Operação Profanum, que teve sua primeira fase deflagrada em fevereiro de 2025.

Segundo o delegado regional de Paraíso, José Lucas Melo, a mulher de 58 anos atuou como servidora comissionada no segundo semestre de 2024, na área de saúde e assistência social do presídio. As investigações apontam que ela usava a função para obter vantagens indevidas e coagir presos e funcionários.

?Mais de 20 pessoas foram ouvidas durante a apuração. Ficou constatado que a investigada usava sua posição para solicitar vantagens indevidas, reter medicamentos como forma de represália e ameaçar presos e servidores?, explicou o delegado.

Além da corrupção passiva, ela também foi indiciada por peculato e estelionato, por se apropriar de bens e valores entregues por familiares dos detentos. A polícia identificou ainda a cobrança direta de dinheiro dos presos e seus parentes.

De acordo com o delegado, a ex-servidora também deixou de entregar medicamentos propositalmente a internos como forma de retaliação e ameaçou pessoas que tentaram denunciá-la. Por esses motivos, foi responsabilizada também por exposição da vida ou saúde de terceiros e constrangimento ilegal.

Durante o inquérito, a Polícia Civil descobriu ainda que a investigada solicitou atestados médicos falsos. Dois profissionais da área da saúde ? uma mulher de 35 anos e um homem de 34 ? também foram implicados e devem responder por suas condutas.

A investigação contou com apoio da Polícia Penal e da Secretaria de Cidadania e Justiça. ?Esse apoio foi fundamental em todas as etapas da investigação?, ressaltou José Lucas Melo.

O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para as providências legais. O nome da investigada não foi divulgado.