Segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
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Empresário foi brutalmente torturado antes de ser morto em Araguaína

Empresário foi brutalmente torturado antes de ser morto em Araguaína
Empresário foi brutalmente torturado antes de ser morto em Araguaína

O laudo cadavérico do Instituto Médico Legal (IML) de Araguaína confirmou que o empresário José Paulo Couto, de 75 anos, foi torturado e morto por estrangulamento com corda. O corpo dele foi encontrado na tarde desta quinta-feira (10), embaixo de uma ponte sobre o córrego da Avenida Frimar, entre o bairro JK e a rodovia TO-222.

Segundo as informações obtidas pelo RTO, a causa da morte foi asfixia mecânica por estrangulamento, e o laudo apontou ainda que o empresário estava com as mãos amarradas, apresentava fratura no punho e uma perfuração na região do pescoço,  evidências claras de que Paulo foi torturado antes de ser morto.

O corpo estava enrolado em um tapete,  em uma cena que chocou tanto moradores da região quanto as autoridades que atenderam a ocorrência.

Investigação em andamento

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Araguaína conduz a investigação para esclarecer o crime. Até o momento, ninguém foi preso e os investigadores ainda não divulgaram linhas de motivação.

Cronologia: desaparecimento e localização do corpo

José Paulo Couto estava desaparecido desde a manhã de quarta-feira (9), quando foi visto pela última vez nas imediações da estátua do Cristo Redentor, no setor Manoel Gomes da Cunha. A família registrou boletim de ocorrência ainda no mesmo dia.

Na tarde de quinta-feira, o carro do empresário,  uma picape Renault Oroch branca,  foi encontrado abandonado em um lote do setor Dom Orione, com a placa adulterada com fita adesiva preta, possivelmente para dificultar sua identificação.

Poucas horas depois, o corpo foi encontrado embaixo da ponte da Frimar, totalmente amarrado e envolto em um tapete, num cenário que reforça a brutalidade do crime.

Empresário e liderança política

Natural da Bahia, Paulo Couto vivia em Araguaína desde a década de 1970 e teve atuação destacada nos setores de confecções, construção civil e agropecuária. Também foi uma figura atuante na política local: presidiu o antigo PPS (atual Cidadania) e disputou o cargo de vice-prefeito em 2016, ao lado do advogado Paulo Roberto.