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Na noite do feriado de 1º de maio, um gesto silencioso e poderoso marcou o Hospital Regional de AraguaÃna (HRA). A famÃlia de um paciente de 29 anos, em meio ao luto, autorizou a doação dos rins e do fÃgado, permitindo que pessoas que aguardam por um transplante em diferentes regiões do paÃs tenham uma nova chance de viver.
A captação foi coordenada pela Central Estadual de Transplantes do Tocantins (CETTO) e pela Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes do HRA (CIHDOTT/HRA), em parceria com equipes médicas especializadas de São Paulo e BrasÃlia. A operação envolveu logÃstica complexa e precisão técnica, mas teve como base um gesto essencial: a decisão da famÃlia em autorizar a doação.
?Este ato de amor irá salvar a vida de pacientes que estão na lista de espera do Sistema Nacional de Transplantes. Com este gesto nobre da famÃlia, as equipes se uniram para este momento, transformando dor em esperança?, afirmou a diretora-geral do HRA, Cristiane Uchoa.
Para o psicólogo da CIHDOTT/HRA, Eduardo De Pinho, a doação envolve mais do que técnica ? trata-se de um trabalho profundamente humano. ?A captação de órgãos nos lembra diariamente da delicadeza da vida e do poder da solidariedade. A doação de órgãos é um ato que ressignifica a perda e traz um impacto imensurável para quem aguarda por uma nova chance?, destacou.
A coordenadora da CETTO, Tatiana Oliveira, também expressou reconhecimento. ?Nossa gratidão e respeito é imensurável à famÃlia que em meio à dor, foi capaz de ajudar a salvar vidas. Também destaco o trabalho das equipes, que atuam com ética, sensibilidade e respeito à vontade de cada famÃlia?, disse.
A doação de órgãos é voluntária e só ocorre mediante autorização dos familiares. Segundo o Ministério da Saúde, para ser um doador, é essencial que a vontade seja comunicada à famÃlia ainda em vida.

