Sábado, 10 de janeiro de 2026
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Desemprego no Tocantins cai a 3,8% e marca índice histórico, diz IBGE

Desemprego no Tocantins cai a 3,8% e marca índice histórico, diz IBGE
Desemprego no Tocantins cai a 3,8% e marca índice histórico, diz IBGE

Estado está entre as 11 unidades da federação que bateram recorde de baixa desocupação desde 2012

O Tocantins registrou taxa de desemprego de 3,8% no terceiro trimestre de 2025, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (14) pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral (Pnad), do IBGE. O índice está entre os menores já observados no estado e figura como um dos mais baixos desde o início da série histórica, iniciada em 2012.

De acordo com o levantamento, o Tocantins integra o grupo de 11 estados que alcançaram seus menores índices de desocupação desde o início da Pnad. Também atingiram recorde de baixa Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Sergipe.

No cenário nacional, o Brasil fechou o terceiro trimestre com 5,6% de desocupação, o menor nível da série histórica. Santa Catarina e Mato Grosso lideraram o ranking, ambos com 2,3%.

Apesar do resultado expressivo, o índice do Tocantins representa uma leve variação em relação ao segundo trimestre, quando o estado registrou 2,2%. Segundo o IBGE, essa oscilação é classificada como estabilidade.

Entenda a pesquisa

A Pnad considera moradores com 14 anos ou mais, incluindo trabalhadores com e sem carteira assinada, temporários e autônomos. O instituto só classifica como desocupada a pessoa que procurou emprego nos 30 dias anteriores à entrevista. Foram visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

Taxas de desocupação ? 3º trimestre de 2025

  • Tocantins: 3,8%
  • Santa Catarina: 2,3%
  • Mato Grosso: 2,3%
  • Mato Grosso do Sul: 2,9%
  • Espírito Santo: 2,6%
  • Paraná: 3,5%
  • Rio Grande do Sul: 4,1%
  • São Paulo: 5,2%
  • Brasil: 5,6%

Estrutura econômica explica diferenças regionais

O analista do IBGE William Kratochwill explicou que os estados que apresentam as menores taxas de desemprego costumam manter historicamente esse padrão devido à composição econômica local.

?A estrutura econômica dessas regiões é a principal explicação para terem números tão baixos, porque cada um tem uma característica diferente?, afirmou.

Ele destacou o exemplo de Santa Catarina:

?Santa Catarina, por exemplo, é a unidade da federação que tem o maior percentual de pessoas contratadas na indústria.?

Para regiões com índices mais altos, sobretudo no Nordeste, o analista apontou que menor desenvolvimento econômico e baixa escolarização também influenciam o mercado de trabalho.

?Isso talvez seja um empecilho para que se desenvolva mais economicamente, uma vez que falta mão de obra qualificada para a economia crescer?, disse.

Emprego com carteira assinada

Segundo o levantamento, oito estados têm percentual de trabalhadores com carteira assinada superior à média nacional (74,4%):

  • Santa Catarina: 88,0%
  • São Paulo: 82,8%
  • Rio Grande do Sul: 82,0%
  • Mato Grosso do Sul: 80,8%
  • Paraná: 80,7%
  • Mato Grosso: 78,9%
  • Rio de Janeiro: 76,7%
  • Distrito Federal: 76,3%

Já sete estados do país não alcançam 60% de empregados formais:

  • Maranhão: 51,9%
  • Piauí: 52,4%
  • Paraíba: 55,3%
  • Pará: 56,8%
  • Acre: 58,1%
  • Ceará: 58,9%
  • Bahia: 59,3%