
O deputado federal Ricardo Ayres (Republicanos-TO) foi escolhido para relatar a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que vai apurar fraudes e desvios na Previdência Social, conhecida como ?CPI do INSS?. A definição foi feita nesta sexta-feira (15) pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).
A presidência da comissão ficará com o senador Omar Aziz (PSD-AM). A instalação está marcada para a próxima quarta-feira (20), após acordo entre Motta, Aziz e o senador Davi Alcolumbre (União-AP).
Em publicação nas redes sociais, Motta confirmou a escolha. ?Anuncio que o relator da CPMI do INSS será o deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO). Desejo a ele, ao presidente Omar Aziz (PSD-AM) e a todos os integrantes um excelente trabalho nessa pauta tão relevante para o paÃs?, escreveu.
Ayres também se manifestou, afirmando que assume a função com a ?responsabilidade de conduzir um trabalho técnico, imparcial e transparente?. Segundo o parlamentar, o objetivo será apurar com rigor todas as denúncias e garantir que aposentados e pensionistas tenham seus direitos preservados.
Objetivo da investigação
A comissão vai investigar o esquema descoberto em operação conjunta da PolÃcia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU), que revelou fraudes em descontos indevidos na folha de pagamento de aposentados e pensionistas.
Segundo as apurações, entidades associativas e sindicatos cobravam mensalidades não autorizadas e, em muitos casos, cadastravam beneficiários sem consentimento. O prejuÃzo estimado chega a R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.
As investigações apontaram ainda que muitas dessas entidades não tinham capacidade operacional para atender ou oferecer benefÃcios aos associados.
O requerimento de criação da CPI prevê duração inicial de 180 dias e custo de até R$ 200 mil.
Quem é Ricardo Ayres
Aos 46 anos, Ricardo Ayres está em seu primeiro mandato como deputado federal. É considerado um polÃtico de centro, com perfil moderado, e tem proximidade com o presidente da Câmara, Hugo Motta.
Já participou de eventos com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ministros, mas também contrariou o governo em votações como o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que derrubou o decreto sobre IOF e o projeto que alterou regras de licenciamento ambiental.

