Sábado, 3 de janeiro de 2026
Estado

Deputado Marcus Marcelo destaca avanços na revisão do PCCR da educação estadual

O deputado estadual Marcus Marcelo (PL) participou, nesta segunda-feira (14), de uma reunião no Palácio Araguaia para discutir a revisão do Plano de Cargo, Carreiras e Remuneração (PCCR) dos profissionais da educação estadual. O encontro contou com a presença do governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, membros da Comissão Permanente da Educação, e o secretário da pasta, Fábio Vaz. Durante a reunião, foi definido um calendário que prevê a aprovação do projeto de lei na Assembleia Legislativa até dezembro.

Segundo Marcus Marcelo, o processo está avançando de maneira promissora e há um forte compromisso para que a proposta seja encaminhada dentro do prazo. ?Foi uma reunião importante, com avanços significativos. Definimos o calendário e o compromisso do governador para que o projeto de lei do PCCR chegue à Assembleia ainda em dezembro e entre em vigor no próximo ano?, destacou o parlamentar.

Compromisso com a Equidade Salarial

Durante a reunião, o governador Wanderlei Barbosa reafirmou o compromisso do governo em assegurar direitos iguais a todos os profissionais da educação. Ele ressaltou que o objetivo é corrigir desigualdades salariais e garantir reparações justas dentro do PCCR. ?Estamos levando essa situação muito a sério. Assim como fazemos ajustes para outras categorias, queremos fazer o mesmo para os educadores?, garantiu o governador.

Comparação Salarial

Um ponto de destaque na pauta foi a comparação entre as carreiras dos professores e outras categorias profissionais. Segundo os dados apresentados, em 2024, os educadores iniciam suas carreiras com um salário de R$ 4.846,20, finalizando com R$ 8.713,42. Já em outras áreas do serviço público, a remuneração inicial é de R$ 1.603,54, chegando a R$ 14.565,73 no final da carreira, uma diferença de mais de 40%.

O secretário da Educação, Fábio Vaz, destacou a importância de corrigir essas disparidades. ?A educação ficou para trás em relação a outras categorias, e estamos trabalhando com responsabilidade social e sustentabilidade financeira para mudar isso?, afirmou.

Novos Avanços

A Comissão da Educação apresentou ainda propostas de valorização salarial, principalmente no início da carreira, além da redução da jornada de trabalho para professores com mais de 20 anos de sala de aula. Outro ponto importante foi a utilização da formação continuada como critério para progressão na carreira, com uma carga horária mínima de 180 horas.

?Esse é um reconhecimento fundamental para que os profissionais se sintam motivados a continuar se capacitando. Estamos firmes no objetivo de transformar o PCCR em uma realidade para os professores do Estado?, concluiu Marcus Marcelo.