Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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Comando da PM troca Coronel que presidia comissão do concurso público da corporação

Comando da PM troca Coronel que presidia comissão do concurso público da corporação
Comando da PM troca Coronel que presidia comissão do concurso público da corporação

A Polícia Militar do Tocantins (PMTO) alterou a presidência da comissão responsável pela organização do concurso público destinado ao Curso de Formação de Praças dos Quadros QPPM e QPE, atualmente em andamento. A mudança foi oficializada por meio da Portaria nº 003/2025/PM1/EM, publicada no Diário Oficial do Estado na última segunda-feira, 22 de abril.

Com a medida, o coronel Marizon Mendes Marques foi dispensado da função de presidente da comissão, sendo substituído pelo coronel Cláudio Thomaz Coelho de Souza.

Em nota enviada à imprensa, a PMTO esclareceu que a substituição trata-se de um ?procedimento administrativo interno?, e que a decisão tem como objetivo ?otimizar e unificar a presidência das comissões de concursos da Corporação?. A instituição ressaltou que a mudança não altera o cronograma nem interfere no andamento do certame, que segue com as etapas previstas no edital.

Concurso foi questionado na justiça 

Embora siga em curso normal, o concurso da Polícia Militar do Tocantins foi alvo de ações do Ministério Público Estadual e da Defensoria Pública por não prever a reserva de vagas para pessoas com deficiência (PCDs), o que, segundo os órgãos, contraria dispositivos da legislação federal e decisões judiciais já consolidadas.

As instituições argumentam que, mesmo em funções que exigem esforço físico, o concurso não pode excluir integralmente a participação de PCDs, cabendo à banca avaliadora definir critérios de compatibilidade com as atribuições dos cargos, conforme já foi determinado em outros certames de segurança pública no país.

A Polícia Militar do Tocantins (PMTO) informou ainda no dia 15 de abril que uma  decisão judicial derrubou a liminar que determinava alterações no edital do concurso público da corporação. Com isso, o certame segue seu curso normal, respeitando o cronograma original previsto no edital.

Segundo a corporação, a decisão judicial levou em consideração o interesse público e os possíveis prejuízos que a suspensão do concurso causaria à administração pública e aos candidatos. Também foi apontada a ausência de fundamentos legais suficientes para manter a liminar anterior.

Concurso prevê 660 vagas

O edital lançado neste ano prevê 600 vagas para o Curso de Formação de Praças ? sendo 20 destinadas à banda de música ?, além de 60 vagas para o Curso de Formação de Oficiais (CFO). Os salários iniciais variam entre R$ 2.881,53 e R$ 10.842,13, conforme a graduação e a etapa do curso. As provas estão marcadas para o dia 15 de junho de 2025.

O concurso também reserva cotas para candidatos autodeclarados negros (10%), indígenas (5%) e quilombolas (5%), mas exclui a previsão de vagas para pessoas com deficiência, o que motivou as ações judiciais.

A Polícia Militar do Tocantins reforça que está comprometida com a transparência e a legalidade dos processos e afirma que o certame prossegue sem alterações nos prazos ou etapas já divulgadas.