Sexta-feira, 2 de janeiro de 2026
Brasil

Caminhonete é retirada do fundo do Rio Tocantins quase oito meses após desabamento da ponte

Operação para retirada do primeiro veículo das vítimas do acidente aconteceu com apoio de mergulhadores. Seis veículos ainda estão submersos no Rio Tocantins, segundo o DNIT.

Após quase oito meses da tragédia que provocou o desabamento da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, uma caminhonete foi retirada do fundo do Rio Tocantins nesta quarta-feira (20). A operação foi realizada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), com apoio da Marinha do Brasil, e marca a primeira remoção de veículos desde o acidente.

Como foi a operação

Segundo o DNIT, oito mergulhadores participaram da ação, utilizando balões de reflutuação com capacidade aproximada de cinco toneladas. Rebocadores arrastaram a caminhonete até a margem do rio e, em seguida, o veículo foi içado com a ajuda de um guindaste. Um vídeo gravado pelo vereador de Aguiarnópolis, Elias Júnior, registrou o momento da retirada.

A Marinha destacou que o trabalho exigiu alto nível de cuidado devido à complexidade do ambiente subaquático e aos riscos envolvidos.

Situação após o desabamento

A ponte, que ligava Tocantins e Maranhão pela BR-226, desabou em 22 de dezembro de 2024, entre os municípios de Aguiarnópolis e Estreito. Na ocasião, 18 pessoas foram atingidas: 14 morreram, três continuam desaparecidas e apenas uma sobreviveu. Carretas, caminhonetes, carros de passeio e motocicletas caíram no rio junto com os escombros.

Até o momento, permanecem submersos quatro caminhões e dois veículos de porte médio. A previsão do DNIT é de que a retirada de todos os veículos leve cerca de três meses, já que alguns estão soterrados ou presos nos destroços da ponte.

Risco ambiental

Além das vítimas, o colapso da ponte deixou preocupações ambientais. Três caminhões carregados com ácido sulfúrico e agrotóxicos estão entre os veículos que continuam no fundo do rio.

Um laudo da Polícia Federal, divulgado em maio deste ano, apontou a existência de 1,3 mil galões de produtos químicos no local, dos quais apenas 29 haviam sido retirados até então. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou que está elaborando um relatório sobre os impactos ambientais e as próximas medidas de contenção.

Próximos passos

No início de agosto, o DNIT e a Marinha validaram os protocolos de segurança necessários para retomar as operações. O trabalho segue um cronograma técnico que prevê o mapeamento da área e estudo de condições específicas de cada veículo, para evitar novos riscos durante as manobras.

Enquanto isso, as famílias das vítimas ainda aguardam respostas sobre os três desaparecidos e acompanham de perto o andamento das operações no Rio Tocantins.

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